Ansiedade Transtornos de ansiedade são um conjunto de patologias que vêm aumentando sua incidência cada vez mais, acometendo atualmente entre 10 e 20% da população mundial. Ela ocorre em todas as faixas etárias, sendo mais frequente em adultos jovens do sexo feminino. Por alguns autores é considerado como o mal do século XXI.

A ansiedade por si só é considerada um sentimento normal, descrito como vago, ou desagradável, de apreensão, caracterizado por uma tensão causada pela antecipação de um perigo, de algo desconhecido ou de algo muito esperado. Pode ser entendida como uma resposta a situações nas quais a fonte de ameaça ao indivíduo não está bem definida ou é ambígua. Essa sensação apenas passa a ser considerada como uma patologia quando ocorre de maneira exagerada, porém estabelecer o limite entre a ansiedade normal e a patológica não é algo fácil.

Pessoas que apresentam transtornos de ansiedade demonstram comportamentos desproporcionais em relação a uma determinada situação de estresse. Esse comportamento acaba por interferir tanto em sua qualidade de vida, como em seus desempenhos emocionais e cotidianos.  Uma maneira prática de diferenciar a ansiedade normal da patológica é através da avaliação da duração da reação ansiosa, se é autolimitada e/ou se está relacionada ao estímulo do momento ou não.

A causa deste transtorno é bastante complexa e apresenta muitas variações. É conhecido que existe uma predisposição genética para seu desenvolvimento, porém existem diversos fatores ambientais que podem determinar ou descompensar os sintomas. A forma de vida, hábitos e o ambiente de convívio podem culminar na amplificação da ansiedade normal e dar início a patológica.

São conhecidos e classificados 7 diferentes tipos de transtornos de ansiedade, são eles: TAG (transtorno de ansiedade generalizada), Síndrome do Pânico, Agorafobia, Estresse Pós Traumático, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Fobias Específicas e Ansiedade Orgânica.

Para o tratamento desses transtornos é necessária uma avaliação específica de cada caso, mas de forma geral ocorre com mudanças no estilo de vida (atividades físicas, alimentação balanceada, atividades de lazer, psicoterapias) e também com o uso de medicamentos. A descoberta da patologia e o seu tratamento adequado é fundamental para que não ocorram complicações da ansiedade, como insônia, obesidade, isolamento social, entre outros.

Por Jaqueline Almeida

jaqueline.raquel.almeida@usp.br

 

 

Referencias

Allen, A.J.; Leonard, H.; Swedo, S.E. Current knowledge of medications for the treatment of childhood anxiety disorders. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1995;34:976-86.

Castillo, A.R.G.L.; Recondo, R.; Asbahr, F.R.; Manfro, G.G. Transtornos de ansiedade. Rev Bras Psiquiatr. 2000:22:20-3.

Transtornos de Ansiedade. Acessado de http://www.leandroteles.com.br/blog/2015/09/04/saiba-mais-sobre-os-transtornos-de-ansiedade/ em setembro de 2016

Milgrom, P.; Weinstein, P. Treating fearful dental patients. A patient management handbook. Seattle: Ed. Reston Pub. 1985, p. 3-6, 45-48.

Swedo, S.E.; Leonard, H.L.; Allen, A.J. New developments in childhood affective and anxiety disorders. Curr Probl Pediatr 1994;24:12- 38.

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