Olá,

Meu nome é Patricia Sujii e esse é o “Quem nunca? – histórias que a gente vive, mas os artigos não contam”, uma série de crônicas do Ciência Informativa.

Chegou junho, o mês das festas juninas, de Santo Antônio, mês dos namorados. Então, reunimos alguns relatos em que os corações de pesquisadores bateram mais forte dentro e fora dos laboratórios. Abrimos esse mês com a história da Bianca, redatora do Ciência Informativa, que já escreveu sobre meditação, alimentação e muito mais! Agora, ela conta pra gente um outro lado da sua vida de pesquisadora e de como quebrar a própria regra acabou trazendo uma surpresa muito boa!

Oi, meu nome é Bianca, sou bióloga, pesquisadora de pós doutorado na Bélgica e participo do Ciência Informativa desde 2018. No mês de junho, temos os dia dos namorados, então resolvi contar minha história para o nosso quadro “Quem nunca”.

Essa história começou no início de 2012, quando estava começando meu mestrado na ESALQ em Piracicaba, e um novo aluno de graduação chegou para fazer iniciação científica no mesmo laboratório em que eu trabalhava e meu orientador da época pediu, então, para eu ajudar esse aluno com seu projeto.

Então ao longo dos meses fui explicando como fazer experimentos de laboratório, cuidar de plantas, bactérias, mostrei diferentes técnicas de biologia molecular e também escrever relatórios sobre os projetos.

Além de trabalharmos juntos, almoçamos juntos no restaurante universitário, muitas vezes íamos juntos a eventos da ESALQ (churrascos), eventos do laboratório (restaurantes), a shows, bares e sempre gostávamos de conversar muito, ríamos um do outro e uma grande amizade foi se construindo.

Depois de cerca de um ano assim, esse meu amigo de laboratório então me chamou para ir ao cinema, eu fiquei feliz e fui, só que chamei todo o resto do laboratório junto comigo pois eu  não imaginava  que ele poderia ter pensado em ter outro tipo de relacionamento comigo. Uma das razões é a de que eu sempre dizia pra todo mundo que eu nunca me relacionaria com alguém do mesmo laboratório que eu, pois se alguma coisa desse errado seria uma baita dor de cabeça. Obviamente, eu estava errada em ambos os aspectos, já que meu amigo realmente pensou em ter outro tipo de relação comigo, e no final da história, eu me relacionei sim com um colega de laboratório. 

Mas como isso aconteceu? Mais alguns meses se passaram e nossa amizade cresceu. Lembro por exemplo que eu estava planejando ir a um retiro de yoga em São Paulo, só que pra isso, eu  tinha que acordar as 5 da manhã para pegar o ônibus em um ponto perto da universidade sozinha, então, esse meu amigo, mesmo morando em outra cidade, foi junto comigo pegar o ônibus só pra eu me sentir mais segura. 

Mais algumas semanas se passaram e enquanto eu almoçava com um colega de outro laboratório, ele me disse, Bianca, você já pensou em namorar o seu colega? Acho que ele seria um ótimo namorado. Aí a minha ficha foi caindo, e comecei a perceber no dia a dia que o que sentia pelo meu amigo  estava começando a ser outra coisa. Até que um dia finalmente saímos juntos e depois de uma semana começamos a namorar e eu já estava animada para casar depois de alguns meses hehehe…

 Mas demos tempo ao tempo, fomos nos conhecendo cada vez mais, crescendo juntos, e mesmo apesar da distância, já que depois de 5 meses de namoro eu me mudei para Bélgica para começar o doutorado, a nossa história deu e tem dado certo. Depois de 6 meses que eu estava aqui  na Bélgica, meu então namorado foi estudar na França, então podíamos nos encontrar pelo menos uma ou duas vezes por mês. Em 2016, depois de 3 anos de namoro, a gente noivou e um ano depois, em 2017, nos casamos. Ah, foi legal que muitos colegas do laboratório que trabalhávamos no início do namoro puderam ir. 

Durante esses anos a gente passou muitos perrengues juntos, tentamos sempre ajudar um ao outro nas fases difíceis (tanto em assuntos de laboratório e fora dele hehe), conhecemos novos lugares, pessoas e compartilhamos momentos felizes. Neste ano de 2022a gente vai completar 5 anos de casamento e 9 anos juntos. Se tudo correr bem, nosso bebê vai nascer no meio de Novembro deste ano. 🙂 

Bianca e seu marido.

Bom essa é a minha história, e o meu conselho é então que as pessoas criem menos regras para relacionamentos. Imaginem se eu tivesse seguido aquela minha regra de nunca namorar com um colega de trabalho. Teria deixado de viver tanta coisa boa!A final, quem nunca quebrou a própria regra e acabou tendo uma surpresa boa?

Esse foi nosso quarto episódio do “Quem nunca? – histórias que a gente vive, mas os artigos não contam”. Se você está chegando aqui agora, não deixe de ouvir os primeiros episódios!
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Obrigada por nos ouvir ou nos ler e até a próxima!

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