No caminho para a divulgação científica, o biólogo, o físico e o cientista político já tiveram que percorrer percursos bem mais solitários e desbravadores. É bem verdade que a divulgação da ciência não é recente – mas assim como outras mídias tiveram que se adaptar ao ambiente online, a ciência, através da divulgação e do jornalismo científico, também teve de encontrar e ocupar o seu espaço.

Eu me lembro do início do Ciência Informativa. As nossas reuniões de planejamento, que envolviam desde a discussão de pauta até a estruturação do blog; o evento de lançamento do blog; os nossos primeiros eventos de capacitação em divulgação científica. Tudo foi muito novo e experimental. Bom porque trouxe muito conhecimento, mas hoje em dia temos recursos preciosos online que permitem aos novos entusiastas começarem seus projetos com uma importante bagagem de conhecimento.

E eu adoro ser essa faísca para novos projetos ou trazer a divulgação da ciência mais próxima dos cientistas. Participei de grandes eventos de capacitação em divulgação científica (um que até ocupou a Avenida Paulista, em São Paulo), e atualmente faço parte do @DivulgaMicro, que oferece workshops de divulgação e comunicação científica.

E é claro que os recursos não param por aí e são dos mais variados. A Fiocruz oferece uma Introdução a Divulgação Científica em seu campus virtual e qualquer pessoa pode fazer o curso que é online e gratuito. Se a sua pegada é produção de podcast, o site Cochico oferece muitos recursos sobre a produção de episódios, desde a parte técnica, como a escolha de microfone, até a criação de um painel de inspiração para seu projeto.

Se você quer ir para além da divulgação científica e quer embarcar no jornalismo científico ou na comunicação da ciência de uma forma profissional, você pode fazer a Especialização em Jornalismo Científico do Labjor/Unicamp, ou a Especialização em Comunicação Pública da Ciência da Amerek/UFMG. Fique de olha na Folha também, ela oferece o Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde, uma oportunidade de conhecer o jornalismo de ciência de perto e na prática.

Além dos cursos, a observação pode ser uma ótima escola. Se você quer começar um blog, um podcast ou um perfil em alguma rede social, procure conhecer projetos que se assemelhem com o que você quer fazer. Pode ser uma ótima maneira de, através da engenharia reversa, descobrir recursos preciosos que podem auxiliar seu novo projeto.

Apesar de não acreditar que todos os cientistas precisem desenvolver projetos de divulgação científica, acredito que essa capacitação deveria fazer parte da formação deles. A experimentação com a divulgação científica pode ser muito valiosa para a formação científica, além de desempenhar um papel social. Enquanto essa realidade não chega na maioria dos programas de pós-graduação do nosso país, você pode se capacitar e se envolver na divulgação científica de forma independente. E se fizer e utilizar recursos diferentes dos postados aqui, escreve nos comentários para que mais pessoas possam conhecer esse recurso. E boa sorte!

por Maria Letícia Bonatelli

Imagem de capa: editado de macrovector – www.freepik.com

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