Decidimos começar mostrando uma breve história das mulheres na ciência ao longo dos séculos. Apesar de vários obstáculos sociais, as mulheres têm lutado para conquistar seu espaço e mudar o mundo com seus estudos e descobertas.

Estudos mostram que desde o antigo Egito as mulheres são conhecidas por realizarem práticas em medicina, enquanto que no império Romano muitas desenvolveram estudos na área de matemática. Infelizmente, na idade Média as mulheres foram impedidas de estudar em universidades da Europa. Com o passar do tempo, as mulheres começaram a escrever livros, muitas vezes com pseudônimos masculinos para não sofrerem preconceitos e apenas no século 18 começaram a ter mais oportunidades e muitas se tornam professoras em várias universidades européias.

As cientistas Mary Somerville e Caroline Herschel que realizaram grandes descobertas em astronomia foram as primeiras mulheres a serem membros honorários da Royal Astronomical Society, na Inglaterra. No século XX a cientista polonesa Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel e a primeira pessoa a ganhar o prêmio duas vezes por suas pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade. Na década de 50, a cientista inglesa Rosalind Franklin permitiu a descoberta da estrutura do DNA a partir de seus estudos com difração de Raio-X. Na década de 60, muitos movimentos pelos direitos iguais das mulheres para educação e empregos ajudaram a mudar a realidade enfrentada por estas. Nas últimas décadas o número de cientistas mulheres ganhando o prêmio Nobel tem aumentado. Em 2009, a cientista Ada Yonath com estudos sobre estrutura e função dos ribossomos ganhou o prêmio na área de Química e as cientistas Elizabeth H. Blackburn e Carol Greider com estudos sobre como cromossomos são protegidos por telômeros ganharam o prêmio na área Fisiologia/Medicina.

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Fonte: Wikipedia

No Brasil, temos grandes mulheres que contribuíram significativamente e se destacaram na ciência. Uma delas, Bertha Lutz, com especialização em anfíbios, trabalhou no Museu Nacional do Rio de Janeiro e participou de movimentos feministas no Brasil no início do século XX, que contribuíram para a conquista do voto das mulheres no país. Nas últimas décadas, grandes nomes como Helena Nader, professora da UNIFESP e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC) e Suzana Herculano-Houzel, professora da UFRJ, conhecida por seu trabalho sobre divulgação científica, tem representado as mulheres na luta pela ciência do nosso país.

Poderíamos escrever dezenas de textos falando sobre grandes mulheres na ciência, mas esperamos que esse tenha lhe mostrado um pequeno arranjo do quão importante é o papel das mulheres na ciência. Acreditamos que podemos ficar esperançosos com a diminuição da desigualdade de gêneros nos últimos tempos, mas ainda há muito a fazer para conquistarmos nosso espaço.

Por Bianca Ribeiro

Referências

https://www.britannica.com/topic/Women-in-Science-2100321 Acessado em fevereiro de 2019.

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/conheca-10-brasileiras-pioneiras-na-ciencia.ghtml Acessado em fevereiro de 2019.

Imagem em destaque: Getty Images

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