Todos sabemos que as mudanças climáticas estão sendo cada vez mais discutidas todos os dias. Você pode relembrar sobre esse assunto nesse post que fizemos há um tempinho. Os cientistas estão então tentando encontrar maneiras de observar e monitorar o planeta a partir do uso de tecnologias avançadas. Alguns dos projetos que estão sendo discutidos incluem o monitoramento da emissão de dióxido de carbono (CO2) em diferentes regiões do globo e também a medição da intensidade de luz solar refletida na superfície do planeta (1).

O primeiro projeto faz parte do programa Copernicus, o qual é liderado pela Comissão Europeia e pela Agência Espacial Europeia, e tem como objetivo o monitoramento do globo em prol do meio ambiente e segurança (2). Para o projeto chamado de Sentinela, satélites estão sendo construídos com o intuito de realizar um mapeamento mais detalhado das emissões de CO2 no planeta. Com uma maior resolução, eles serão capazes de mapear linhas de grade no globo com o diâmetro de apenas 2km. A largura da visão também será aumentada de 200km para aproximadamente 300 km. Além disso, os satélites serão modificados para determinar se o CO2 que está sendo detectado é proveniente de fontes naturais ou se é produzido pelo ser humano (3).

Para o segundo projeto, a Agência Espacial Europeia aprovou o desenvolvimento da espaçonave chamada de Truths no ano passado. Cientistas e engenheiros de países europeus se reuniram em janeiro deste ano para planejar esse projeto, que tem como principal missão ajudar a reduzir as incertezas nas projeções de mudanças climáticas.

A ideia é usar um instrumento de medida de intensidade de luz em órbita, o qual será capaz, juntamente com uma câmera, de mapear detalhadamente a luz do sol refletida na superfície terrestre, como em desertos, geleiras, florestas e oceanos. A partir dessas medições de alta precisão, será possível detectar mudanças sutis muito antes do que os sistemas atuais de observação poderiam perceber, auxiliando consequentemente no teste de modelos de previsão climática. Dessa forma, será possível saber com antecedência se as temperaturas preditas pelos modelos estão consistentes ou não com as observações. A espaçonave está prevista para ser lançada em 2026 e também será usada para calibrar outros satélites sensores, incluindo os que participam do programa Copernicus (4).

Com o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias espaciais como as que foram discutidas acima, será possível descobrir mais informações sobre os efeitos das mudanças climáticas no nosso planeta e assim, esperançosamente, poderemos criar estratégias para salvá-lo.

Por Bianca Ribeiro

Referências

(1) https://www.bbc.com/news/science-environment-51197453

(2) https://www.esa.int/Applications/Observing_the_Earth/Copernicus/Overview3

(3) https://www.bbc.com/news/science-environment-50594831

(4) https://www.esa.int/Applications/Observing_the_Earth/TRUTHS_a_new_potential_ESA_Earth_Watch_mission

 

 

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