O ano de 2016 está sendo preocupante para a saúde pública no Brasil. Não bastassem os surtos de doenças herdados do ano anterior, como dengue, chikungunya e o zika virus, temos uma antiga conhecida dando as caras novamente: a gripe H1N1. A H1N1, também conhecida como gripe suína ou Influenza tipo A, ficou conhecida nos anos 2009 e 2010 por afetar parte da população mundial. Esse ano ela está de volta e para nos prevenirmos dela, nada melhor que conhecê-la.

Tabela comparativa dos sintomas da gripe comum e da H1N1
Tabela comparativa dos sintomas da gripe comum e da H1N1

A H1N1 foi considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2009 por afetar mais de 207 países com aproximadamente 9 mil mortes em decorrência da doença. O primeiro local em que a doença foi registrada foi no México. Ela foi classificada como uma doença respiratória e alastrou-se rapidamente por diversos países, graças ao intercâmbio de pessoas pelo mundo. Em 2009, os primeiros casos da doença foram registrados no inverno, estação mais propícia para as gripes.

Porém, em 2016 a doença chegou mais cedo no nosso país, muito provavelmente pela grande quantidade de pessoas vindas de regiões frias para cá. Até o mês de março, foi registrado um número maior de casos da doença no Estado de São Paulo do que todo o ano de 2015 no Brasil. Os números assustam, são 260 casos registrados no Estado contra 141 no país no ano anterior. Vale lembrar que ainda estamos no outono, e a data oficial do início do inverno é apenas no dia 21 de junho.

Qual a diferença da H1N1 para a gripe normal? O vírus H1N1 foi descrito primeiramente em porcos, mas não demorou muito para ser contagioso também para os seres humanos. Este vírus mutante é considerado novo, assim os métodos preventivos não são disponibilizados imediatamente, contribuindo para que a doença se espalhe rapidamente pelo mundo.

O método de transmissão do vírus H1N1 ocorre da mesma forma que a gripe comum: secreções respiratórias, tais como gotículas de saliva, tosse e espirro. Essa doença, assim como a gripe comum, é altamente contagiosa. A pessoa infectada com o vírus pode levar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas, e de um a sete dias com o potencial de transmiti-la a outra pessoa. O grupo de risco dessa doença compreende pessoas entre cinco e vinte e quatro anos, além dos grupos de gestantes, recém-nascidos e idosos.

Os principais fatores de risco de contágio do H1N1 são os mesmo dos outros grupos de gripe. Permanência em locais fechados e com muitas pessoas, levar ás mãos à boca ou ao nariz sem lavar e o contato com pessoas doentes. Em relação aos sintomas, são bem parecidos com o da gripe comum, porém podem ser mais graves e levar a complicações. Os principais sintomas são: febre alta, tosse, dores de cabeça, dores musculares, falta de ar, espirros, dores na garganta, fraqueza, coriza, congestão nasal e a insuficiência respiratória que pode ser uma complicação da doença e até levar o paciente a morte.

Atualmente, a OMS orienta as pessoas que apresentam os sintomas descritos acima, a procurem ajuda médica. Caso os sintomas persistirem após a visita, o paciente deve voltar ao médico, pois as complicações podem ser fatais. Além disso, a vacinação é uma medida de prevenção importante, sendo importante tomar a vacina da gripe todos os anos. O setor público oferece gratuitamente a vacina para os grupos considerados de risco e para o restante da população a vacina é encontrada na rede particular.

Não é preciso entrar em pânico com o surto atual da doença e é importante ressaltar que nem toda gripe é necessariamente a Influenza tipo A. Com a chegada do inverno nos próximos meses, os casos de gripe H1N1 tendem a piorar, mas conhecendo fica mais fácil de se prevenir e saber as atitudes a serem tomadas caso tenha a doença. Vamos todo juntos lutar mais uma vez contra essa doença!

Por Nathalia Brancalleão.

Contato: na_brancalleao@hotmail.com

Referências Bibliográficas:

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/gripe-h1n1

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/h1n1-vacinacao-na-rede-publica-comeca-em-30-de-abril.html

http://www.tuasaude.com/gripe-a-h1n1/

Lenzi, L., Mello, Â. M. D., Silva, L. R. D., Grochocki, M. H. C., & Pontarolo, R. (2012). Pandemic influenza A (H1N1) 2009: risk factors for hospitalization.Jornal Brasileiro de Pneumologia38(1), 57-65.

Greco, D. B., & Fonseca, M. (2009). Influenza A (H1N1): histórico, estado atual no Brasil e no mundo, perspectivas.

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