A curiosidade e as dúvidas dos humanos sobre o universo fizeram com que muitas missões e satélites fossem lançados ao espaço. O primeiro satélite artificial, chamado de Sputnik 1, foi lançado ao espaço em 1957 pela antiga União Soviética. Foram os russos também que enviaram o primeiro astronauta, em 1961. Já a NASA, em 1962 enviou ao espaço o primeiro satélite de comunicações, dando início a uma nova era da telecomunicação.

A conquista do universo apresentou um grande avanço para nossa sociedade, promovendo a ‘aproximação dos continentes’ que agora poderiam se comunicar em tempo real, como também um grande aumento no conhecimento científico do universo.

Porém, até chegarmos ao avanço atual, muitas missões tripuladas e não tripuladas falharam, resultando em um grande acúmulo de lixo na orbita terrestre. No último levantamento realizado pela NASA, há mais de meio milhão de fragmentos poluindo a orbita da Terra.

Esse acúmulo de lixo espacial é um problema para novas missões, uma vez que esses detritos se apresentam como uma ameaça a integridade de novas naves. Isso porque a grande maioria dos detritos apresentam um tamanho menor que uma bolinha de gude, agravando ainda mais a situação, por serem dificilmente detectados. Além disso, eles podem atingir a velocidade de 48.000 km/h, tornando-se um grande risco a outros veículos espaciais.

E o número de equipamentos enviados ao espaço não para de crescer. Apenas em 2017 foram lançadas mais de 400 novas espaçonaves, sendo consequentemente lançados muitos fragmentos, levando a um acumulo de lixo espacial cada vez maior, sendo estimado em 7600 toneladas.

Por isso diferentes tecnologias estão sendo testadas visando a redução e retirada desse material da orbita terrestre. Essa é uma questão que precisa ser amplamente discutida e priorizada, uma vez que o lixo que estamos produzindo está contaminando até o espaço.

Por Jaqueline R. de Almeida

 

 

Referências

Feldkeller, K. 1962: Nasa lança ao espaço o primeiro satélite de comunicações. Disponível em: https://p.dw.com/p/2TQD

Nelson, S. Os fragmentos mais rápidos que balas que são desafio à conquista do espaço. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-45136738.

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