Todos nós conhecemos alguém que tem diabetes, já que essa é a doença crônica mais comum depois da obesidade, e que apresenta elevado crescimento nos últimos anos, principalmente nos países do ocidente. No ano 2000, 2,8% da população mundial apresentava essa doença, sendo que é esperado que em 2030, esse número cresça para 4,4%. Projeções mostram que até 2045, essa doença afetará um total de 693 milhões de adultos em todo o mundo (1).

Diabetes é uma doença do sistema endócrino caracterizada pelo aumento anormal de níveis de açúcar (glicose) no sangue e seu diagnóstico envolve testes de urina e sangue. Para entender mais sobre essa doença é importante saber que a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e tem a função importante de  indicar para a célula que ela precisa capturar o açúcar do sangue e convertê-lo em energia. Os principais tipos de diabetes são conhecidos como tipo 1 e tipo 2. Há também a diabetes gestacional, em que um aumento do nível de açúcar no sangue é observado durante a gravidez, mas que geralmente desaparece após o nascimento do bebê.

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que causa a destruição de células do pâncreas, que leva à falência de secreção de insulina. Nesse caso, a administração de insulina por injeção ou bomba é necessária para compensar o seu baixo nível no organismo. Alguns sintomas são sede e fome excessiva, extremo cansaço e perda repentina de massa muscular. Apesar de ser conhecida como diabetes juvenil, já que geralmente é diagnosticada na infância, essa doença pode se desenvolver em qualquer idade. A causa dessa doença está associada à predisposição genética e também a um gatilho ambiental, porém, pesquisadores ainda não sabem ao certo qual seria esse gatilho. A longo prazo, a diabetes tipo 1 pode acarretar o desenvolvimento de complicações como doenças no coração, rins e olhos (2, 3, 4).

Na diabetes tipo 2, o aumento do nível de açúcar no sangue é causado pelo organismo não produzir insulina suficientemente ou por não ter um aproveitamento eficiente dessa insulina. Dessa forma, se pessoas com esse tipo de diabetes evitarem alimentos ricos em açúcares e mudar alguns comportamentos (trataremos disso em um outro texto), diminuindo o nível de açúcar no sangue, não é necessário prescrição de remédios ou aplicação de insulina. Esse é o tipo mais comum de diabetes, já que 90% das pessoas com diabetes são classificadas como tipo 2, e atinge principalmente pessoas acima de 40 anos, apesar do número de jovens com esse tipo de diabetes ter aumentado nos últimos anos devido ao aumento de obesidade, um dos principais fatores de risco dessa doença. Outros fatores são o sedentarismo, hereditariedade, colesterol e pressão sanguínea elevadas e tabagismo. As complicações a longo prazo são semelhantes ao da diabetes tipo 1, assim como seus sintomas (2, 3, 4).

Na semana que vem vamos saber mais a respeito de como a ciência foi fundamental para ajudar no tratamento dessa doença. Até lá!

 

Por Bianca Ribeiro

 

Referências:

(1) Cho, N. H. et al. IDF diabetes atlas: global estimates of diabetes prevalence for 2017 and projections for 2045. Diabetes Res. Clin. Pract. 138, 271–281 (2018).

(2) https://www.diabetes.co.uk Link acessado em 6 de julho de 2020.

(3) Flannick, J., Johansson, S. & Njølstad, P. Common and rare forms of diabetes mellitus: towards a continuum of diabetes subtypes. Nat Rev Endocrinol 12, 394–406 (2016).

(4) https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/ Link acessado em 7 de julho de 2020.

Foto de capa: Photo Mix Company

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